Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Jornal Laboratório: espaço de experimentação

Professoras da Unisul Cilene Macedo (Extra - Tubarão) e Raquel Wandelli (Fato & Versão - Grande Florianópolis) participaram do encontro estadual

Nove instituições de ensino superior se reuniram na sexta-feira, 9/12, no 5º Encontro de Jornais Laboratórios de Santa Catarina, na Universidade Federal de SC. A Unisul esteve presente com os jornais Extra (Tubarão) e Fato & Versão (Grande Florianópolis). As professoras do curso de Jornalismo Cilene Macedo e Raquel Wandelli contaram suas experiências com os jornais e participaram de mesas-redondas.

Na abertura do encontro a professora Raquel Wandelli, em seu discurso, lembrou a trajetória dos eventos anteriores e levantou a questão da necessidade do foco deste trabalho: a experimentação. “Dizem os filósofos da modernidade que o homem contemporâneo, afeto à espetacularização da vida e à dominação da linguagem, perdeu a capacidade de experimentar o mundo. Vivemos, segundo Walter Benjamin, uma nova barbárie: a da não experiência. A incapacidade de traduzir os eventos da vida cotidiana em vivências significativas repercute na nossa dificuldade de se apropriar desses eventos e narrá-los como experiência compartilhada. O filósofo italiano Giorgio Agamben vai buscar na literatura a expressão mais emblemática dessa perda que ele denomina como uma desistência à experiência, historicamente acentuada pelo horror das guerras e pela dominação do capital. Muitas vezes nós, alunos e professores, suprimimos as escadas que nos levam ao mundo e aos seres nestes tempos em que parecem nos bastar as formas petrificadas do saber e do fazer jornalísticos. Anulamos a multiplicidade de percursos e de vozes quando nos sedentarizamos atrás de bolas digitais de cristal como se só através delas fosse possível fazer encenar os acontecimentos. O ensino do jornalismo priva o jovem dos perigos necessários da escada e da escalada quando tende a esgotar a vida, aderindo facilmente aos formatos e linguagens já esgotados no lugar de dizer a esses jovens que se esgotem de viver, como diria Nietzsche, de viver e de reinventar gramáticas, sintaxes, novos caminhos para a narrativa do cotidiano”.

A professora Raquel Wandelli fez uma espécie de linha do tempo ao comentar sobre cada edição do jornal Laboratório Fato & Versão e em seu depoimento pessoal disse que cada vez mais percebe que o acadêmico tem que ter total autonomia na confecção do jornal, e que este processo de experimentação só acontece na faculdade, onde os estudantes podem ousar e mostrar a criatividade fora do formato mercadológico.

A professora Cilene Macedo, apresentou a última edição do Jornal Extra, do curso de Jornalismo da Unisul, campus de Tubarão, que já existe há quase 20 anos. “Esta edição teve como tema a sustentabilidade e foi produzido pelos alunos da 8ª fase. Eles participaram desde a concepção da pautas, à diagramação. Todo o processo foi democraticamente discutido com os alunos, que foram a campo para fazer todas as entrevistas. Priorizamos as pautas que mostrassem o tema “sustentabilidade” na prática. Por isso, escolhemos personagens que fossem envolvidos de alguma forma, voluntariamente ou como meio de sustento. A experiência foi muito gratificante. Existe muita gente que tira do lixo o seu sustento. Isso mostra para os alunos, e futuros jornalistas, o retrato de uma sociedade, ao qual eles estarão atuando profissionalmente em breve”.

A acadêmica Rafaela Nascimento, do curso de jornalismo da Unisul campus Grande Florianópolis, disse que o evento reafirmou mais uma vez seu intento de fortalecer a mídia impressa no estado, aberto a sugestões e novas maneiras de enxergar o fazer jornalístico. “O diálogo do possível, de Cremilda Medina norteia na direção do fazer jornalístico não puramente técnico. Foi pensando nisso que fiz questão de ir no 5º Encontro de Jornais- Laboratório de Santa Catarina. Entre apresentações de jornais-laboratório nas suas mais diversas nuances, desde projeto gráfico até abordagem nas entrevistas, percebeu-se um grupo amante do jornalismo impresso. Caminhos para a sobrevivência do jornal diário foram discutidos. E enquanto uns aceitaram a ideia de mudar de plataforma sem ter uma versão impressa, outros argumentavam a favor da tinta no papel como maneira de atingir todos os públicos, diferentemente do alcance real da internet no Brasil. Com companheirismo típico da profissão de jornalista, as opiniões foram respeitadas e o debate proveitoso para a classe que perdeu a exigência do diploma para o exercício da profissão. Vislumbrar o jornalismo como uma arte de contar histórias do cotidiano é a missão do jornal-laboratório”, afirmou Rafaela.

Cada uma das nove instituições participantes contou a experiência adquirida com a edição de um jornal laboratório. Durante as mesas-redondas os professores abordaram os acertos, as mudanças, as dificuldades e até as dúvidas, como por exemplo se os jornais devem se tornar on-line ou ainda devem permanecer impressos. Outros assuntos como a comercialização dos espaços de publicidade, se deve ter a figura do ombudsman e a dificuldade em dar nota para os alunos em caso de matérias conjuntas, também foram debatidos. Os coordenadores do encontro professor Samuel Lima (UFSC) e professor Rogério Christofoletti (UFSC) e a professora Raquel Wandelli (Unisul) encerraram o evento com uma excelente perspectiva de se organizar um encontro regional. Também foram decididas as próximas instituições que irão sediar o evento, que são: Univalli em 2012 e Unisul – Tubarão 2013. O evento teve cobertura em tempo real pelo twitter @zeroufsc

Participaram do encontro as instituições: UFSC (Zero), Estácio de Sá (Contato), Fac. SATC, Criciúma (Ênfase), Unisul – Tubarão (Extra), Unisul – Grande Florianópolis ( Fato & Versão), Ielusc - Joinville (Primeira Pauta), Univali - Itajaí (Cobaia), Unochapecó (Passe a Folha) e Ibes/Sociesc - Blumenau ( O Quinto).

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PROFISSIONAIS DISCUTEM NOVAS FERRAMENTAS DE MÍDIA

Membros da imprensa imbitubenses e estudantes tiveram a oportunidade de conhecer e discutir a importância das mídias sociais na divulgação das informações, em evento realizado na última quinta-feira (26), no auditório da Acim.

Como palestrante, o jornalista e professor Ildo Silva da Silva, diretor geral da Unisul TV e coordenador do curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão, que trouxe um pouco de sua vasta experiência a convite do Núcleo ACIM Imprensa.

Para o jornalista, é sempre importante discutir as verdadeiras oportunidades que as mídias sociais estão oferecendo também à imprensa. “O meio impresso, por exemplo, cresceu no momento em que todos já estavam conectados. Os jornais estão fazendo links em seus sites, tuitanto, atraindo a atenção do leitor. Juntando essas duas potências de informação – mídias tradicionais e sociais – teremos uma química explosiva que vai beneficiar muito as comunidades”, salientou o professor.

Fazendo um breve histórico da imprensa brasileira e dos novos mecanismos de comunicação, Ildo Silva chamou atenção para a dimensão de veículos como as WebTVs, a exemplo da que existe em Imbituba, que são verdadeiras aldeias globais, que levam informações a todos os cantos do mundo. Redes sociais como Twitter e Facebook atraem as pessoas e ajudam inclusive na produção de matérias. “O jornalismo só tende a crescer com isso, teremos mais espaço nessas novas mídias pois sabemos filtrar as informações e por isso ganhamos credibilidade. Porém, não basta ser o melhor, é preciso que todos saibam que você está ali e trazer mensagens relevantes”, comentou.

O coordenador do Núcleo ACIM Imprensa, Fernando Carvalho Paraíba, destacou a importância de eventos como este para agregar conhecimento e melhorar o trabalho da imprensa de Imbituba. “Os jornalistas, radialistas, comunicadores estão diariamente envolvidos com a comunidade, por isso precisamos aprender a utilizar a mídia moderna com este fim, a inclusão do jornalismo tradicional na Internet vai nos ajudar a melhorar a qualidade do serviço”, disse em entrevista à Unisul TV.

Fonte: Lorraine Amorim/ACIM

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Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Campus vira cenário de produção audiovisual


Produtora de vídeo escolheu a banca de revistas localizada na Unisul de Tubarão como cenário para as gravações de um comercial de televisão

O pátio interno da Unisul foi ocupado na tarde de segunda-feira, 19/12, para a gravação de um comercial de divulgação da Prefeitura Municipal de Tubarão. A banca de revistas que fica próxima ao estacionamento da universidade foi transformada em uma barraca de camelô e utilizada na gravação do filme publicitário. A campanha visa à divulgação sobre a criação da Central do Cidadão onde os moradores de Tubarão terão a concentração de serviços em um só lugar.

O trabalho foi realizado pela produtora Mondi, do ex-aluno de Publicidade e Propaganda da Unisul, David Figueiredo. Cerca de vinte pessoas, entre produtores, cinegrafistas, iluminadores e atores formaram a equipe do vídeo, entre eles outros ex-alunos e alunos do curso de Comunicação Social da universidade. Mais de trinta locais foram pesquisados para a gravação, e a Unisul foi escolhida pelas características do quiosque que abriga a banca de revistas.

A ideia do filme publicitário é comparar uma barraca de camelô, que vende um pouco tudo, com a Central do Cidadão que concentrará num único lugar uma série de serviços ao cidadão tubaronense. Procon, Vigilância Sanitária, setor de cadastros (IPTU, alvará e ISS, por exemplo), aprovação de projetos e liberação de obras, entre outros estarão reunidos num mesmo endereço evitando o deslocamento e aproveitamento do tempo. A previsão é que a Central seja inaugurada em janeiro, quando também será exibida a campanha publicitária.

FOTO: O diretor do filme publicitário, David Figueiredo, acerta os detalhes que enquadramento

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Quarta-feira, Dezembro 07, 2011

Ética no Jornalismo é tema de seminário

Na ultima sexta-feira, 2/12, acadêmicos do curso de Jornalismo discutiram a ética através de um seminário. Do encontro, participaram profissionais da área que atuam na região.

O jornalismo tem como objetivo principal servir à sociedade. De acordo com o art. 6º do Código de Ética, a conduta profissional do jornalista e o exercício da profissão são atividades de natureza social e com finalidade pública. Mas nem sempre as emissoras de TV, rádio, revista e jornal divulgam suas notícias de forma ética. Discutir sobre tal questão no ambiente acadêmico é fundamental.

Para debater sobre o assunto foram convidados quatro profissionais da área, que atuam na região, para um seminário. O encontro foi realizado através das disciplinas de Ética no Jornalismo, lecionada pelo professor William Máximo no sexto semestre do curso, e pela disciplina de AudioVisual, lecionada pelo professor Rafael Matos, no quarto semestre.

De acordo com a assessora de imprensa, Elke Felácio, proprietária da empresa Expressiva Comunicação, formada em Jornalismo pela Unisul, discutir tal assunto é complexo. “A questão da ética pode variar dependendo do ponto de vista. Ela nasce através do sistema de crenças do indivíduo e pode chegar a sensos comuns a sociedade. No jornalismo é necessário tomar muito cuidado. Depois que a notícia é publicada é difícil voltar atrás”, comenta a jornalista.

Para o jornalista Fábio Cadorin, repórter e apresentador do Grupo RBS, o profissional de comunicação deve contribuir para a formação das pessoas. “É importante pensar e fazer aquilo que é legal. Entretanto, o jornalista deve ir além, não pensar somente em cumprir a lei, mas sim em contribuir com conteúdos que ajudem na 'educação' da sociedade”. Para o professor Ronaldo Sant’Anna, a ética é um conceito único. “A prática da ética tem seus princípios básicos. Entretanto, a aplicação dela depende do meio que a noticia é dirigida. Além disso, essa linha deve ser seguida com consciência social”, afirma o jornalista.

O aprendizado da ética contribui para entender a natureza profissional do comunicador. Para o diretor de redação do jornal Notisul, Cristiano Carrador, o debate contribui não só para os acadêmicos, mas também para os próprios convidados. “No dia a dia da profissão não dá tempo para refletir sobre essa questão. Em momentos como esse, paramos para observar como lidamos com a ética no ambiente profissional. É uma troca de informações”, finaliza o jornalista.

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Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

Ex-aluna de Jornalismo ganha Prêmio Abecip

A egressa da Unisul, Beatrice Gonçalves, recebeu o prêmio da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança

Beatrice Gonçalves se formou em Comunicação Social - Jornalismo - pela Unisul em 2006. Os cinco anos de carreira da jovem se resumem com uma palavra: dedicação. Beatrice já atuou em tevê e jornal impresso, onde fez o intensivo aplicado no jornal O Estado de São Paulo. Desde 2009 é repórter da revista Empreendedor. Uma matéria publicada no início desse ano rendeu a jornalista o Prêmio Abecip de jornalismo.

Em fevereiro deste ano, Beatrice assinou a matéria de capa da revista. A abordagem foi sobre os desafios que o setor da construção civil precisa enfrentar para conciliar desenvolvimento e preservação do meio ambiente.

“A matéria ficou bem completa, rendeu nove páginas, e isso foi um diferencial. A minha proposta foi falar sobre a certificação ambiental de obras, mostrar cases de empresas que estão mudando seus processos e oferecendo produtos mais ecoeficientes. E ainda mostrar como pequenas reformas podem fazer com que se reduza o consumo de água e energia”, explica Beatrice.

A polifonia foi uma das características da grande reportagem da jornalista. Para essa produção ela entrevistou mais de dez fontes. “Isso me possibilitou ter uma visão mais aprofundada sobre o assunto”, afirma.

O prêmio que Beatrice ganhou foi na Categoria Responsabilidade Social na Construção Civil. “Foi uma honra receber o prêmio. É muito interessante quando seu trabalho é reconhecido. Isso te estimula a continuar”, diz a repórter.

As publicações da revista Empreendedor são mensais. Junto com Beatrice outros seis jornalistas trabalham na produção, reportagem e edição dos textos. O foco é o empreendedorismo, levando mais informação para micro e pequenos empresários. A revista circula há 18 anos e tem distribuição dirigida.

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Sexta-feira, Novembro 25, 2011

Programa da UnisulTV apóia campanha Natal de Peso


Natal Gordo a gente faz com um quilo de alimento e um punhado de atenção”. Este é o slogan da campanha Natal de Peso do Curso de Comunicação Social da Unisul Tubarão. O projeto foi desenvolvido pelos acadêmicos do 6º semestre da habilitação em Publicidade e Propaganda. O programa Conversa de Botequim, apresentado por Antonio Rodrigues, recebeu na última quinta-feira (25/11), representantes de entidades participantes e apoiadores.

Entre os convidados estava o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) do Campus Universitário Sul, Peterson Nandi Antunes. O DCE apóia a campanha do curso. “Nada mais justo do que a gente entrar de cabeça na promoção, junto com a rede de universitários que temos na Unisul, para buscarmos o apoio e conseguirmos o máximo de alimentos possíveis”, comenta o estudante de Psicologia.

Para o presidente do Grupo Vicentinos da Catedral, Pedro da Silva Júnior, “é importante colaborar com campanhas como essa. É um ponto positivo para a comunidade tubaronense. Quando batemos na porta das pessoas, elas atendem com muita atenção. Isso é importante, porque, às vezes, elas só não sabem como ajudar”. A secretária dos Vicentinos de Oficinas, Luzia Kraieski, comemora a iniciativa dos acadêmicos. “Estamos na expectativa de que a comunidade tubaronense nos ajude nessa campanha, para que possamos realmente promover um natal de peso para todos os carentes da região”.

A presidente da Sociedade de Amparo aos Necessitados de Congonhas (Sanco), Zuleide Anselmo Paz, acredita que essas campanhas são essenciais para que as entidades possam prosseguir com os trabalhos que realizam. “Nós, por exemplo, somos uma entidade sem fins lucrativos, e não recebemos nenhuma ajuda de qualquer governo. A gente faz campanha o ano todo. Recolhemos roupas usadas e, de dois em dois meses, distribuímos às famílias de nossa comunidade”.

A representante da Sociedade Tubaronense de Amparo aos Necessitados (Stan), Vera Lúcia Tournier Campelli, tem a certeza de que o povo tubaronense é solidário. “Estamos muito felizes e otimistas. Queremos muito agradecer aos estudantes e à coordenação do Curso de Comunicação da Unisul pela iniciativa. No cargo há pouco menos de um ano, a presidente da APAE, Noilda Fogaça, declara que essas campanhas sempre mexem com o coração da população. “A APAE, esse ano, foi muito prestigiada. Atingimos vários objetivos e participar da campanha Natal de Peso veio para fechar esse nosso importante ano”.

A campanha Natal de Peso tem o apoio do DCE, do Supermercado Derner e da UnisulTV. As entidades que vão dividir os donativos arrecadados são o Desafio Jovem, o Abrigo dos Velhinhos, o Conselho Comunitário da Passagem, a Sociedade de Amparo de Congonhas, a Stan, os Vicentinos de Oficinas, os Vicentinos da Catedral e a APAE de Tubarão. Segundo o apresentador do Programa Conversa de Botequim, a campanha tem tudo para ser um sucesso. “Lançada oficialmente na última segunda-feira, nesta quinta, já haviam sido arrecadados mais de 800 quilos de alimentos.

Os postos de arrecadação são o DCE da Unisul, atrás do Bloco da Saúde, no Campus Universitário, a UnisulTV, o Supermercado Derner (na Rua Altamiro Guimarães) e o Curso de Comunicação Social da Unisul.

O Curso de Comunicação Social da Unisul promove a Campanha Natal de Peso também em Criciúma.

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Terça-feira, Novembro 22, 2011

Lançada em Tubarão a Campanha Natal de Peso

Curso de Comunicação Social, em parceria com o DCE, promove ação para arrecadar alimentos

A Campanha Natal de Peso, promovida pelo curso de Comunicação Social da Unisul, com apoio do DCE, foi lançada nesta segunda-feira, 21/11, em Tubarão. A ideia é arrecadar uma tonelada de alimentos que serão distribuídos para oito entidades de assistência social de Tubarão. A campanha vai até 17 de dezembro, quando os alimentos doados serão distribuídos às entidades.

Segundo o jornalista e professor Ildo Silva da Silva, coordenador do curso, "o projeto foi criado na disciplina de Planejamento de Comunicação Integrada, ministrada pelo professor e publicitário Paulo Barrios, do 6º semestre de Publicidade e Propaganda. Os alunos compraram a ideia, produziram as peças da campanha e foi iniciado o trabalho de parcerias. É importante o jovem auxiliar ao próximo", comemora Silva.

Para Sulani Pizzolo Stüpp, diretora da Apae, "é gratificante ver os jovens motivados com uma campanha maravilhosa e que vai ajudar tanta gente como esta". Para Shirley Mendonça, presidente do Clube da Lady, mantenedora do Abrigo dos Velhinhos, "a Unisul está de parabéns pelo envolvimento de professores, estudantes e do Curso de Comunicação nesta campanha de solidariedade. Estamos nos aproximando do Natal e esta é uma época especial como é esta campanha", elogia.

Os principais postos de arrecadação estarão na Unisul TV (na Avenida Marcolino Martins Cabral esquina Rua Rui Barbosa) e no DCE da Unisul, no Campus Universitário Sul. Mas os interessados podem doar alimentos também nas entidades participantes da campanha. Ao final, tudo será recolhido e dividido de forma igual. "Este já é um Natal diferente", comemora Luzia Kraieski, secretária do Grupo Vicentinos do Bairro Oficinas.

A campanha Natal de Peso também acontece em Criciúma, com a parceria de outras 10 entidades.

As entidades beneficiadas em Tubarão
Apae
Sociedade Tubaronense de Amparo aos Necessitados - Stan
Sociedade de Amparo aos Necessitados de Congonhas - Sanco
Desafio Jovem
Abrigo dos Velhinhos
Conselho Comunitário Bairro Passagem
Sociedade São Vicente de Paulo - Oficinas
Sociedade São Vicente de Paulo - Catedral

Cartaz da campanha

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Sexta-feira, Novembro 18, 2011

Lançada campanha Natal de Peso para arrecadar toneladas de alimentos em 30 dias

O Curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão lançou ontem, na sede da ACIC, em Criciúma a campanha Natal de Peso. A intenção dos organizadores é arrecadar toneladas de alimentos que serão distribuídas a um grupo de entidades de Criciúma que atendem pessoas necessitadas. Para a presidente do Instituto Diomício Freitas, Maria Inês Comte Victor “o mundo globalizado nos tornou vizinhos, mas a falta de solidariedade nos tornou estranhos”. Segundo o coordenador da campanha, professor Ildo Silva da Silva, Coordenador do Curso de Comunicação da Unisul, “este é o espírito da campanha. Trazer de volta a solidariedade e garantir um Natal melhor às pessoas que mais precisam”, emendou.

As entidades de Criciúma envolvidas na campanha, que também vai acontecer em Tubarão a partir da semana que vem, atendem mais de 12 mil pessoas necessitadas. A missão das instituições é aliviar o sofrimento de pessoas que passam por tratamento para a cura do câncer, pessoas que se recuperam do vício das drogas e ainda jovens carentes ou deficientes que buscam a preparação para o mercado de trabalho. “Em agosto encaminhamos 12 jovens para o Supermercado Giassi, onde trabalham até hoje”, comemora Maria Inês.

Os postos de arrecadação serão nas próprias entidades parceiras e ainda nos supermercados Giassi, Althoff, Manentti, MM Rosso, Bistek, Martins e Moniari, além dos quarteis do 28º Grupo de Artilharia de Campanha, do Exército, Bombeiros e Polícia Militar. A Unidade da Unisul em Içara também será ponto de coleta, já que a campanha tem apoio da instituição e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unisul.

Campanha Natal de Peso
Realização curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão
Entidades Participantes de Criciúma:
Apae – Criciúma; Bairro da Juventude; Instituto Diomício Freitas; Assoc. Deficientes Visuais (Advisul); Asilo São Vicente; Assoc. dos Pais e Amigos dos Autistas (AMA); Grupo pela Unidade Infanto-juvenil de Onco-Hematologia (Guido); Assoc. Beneficente Nossa Casa; Centro de Recuperação Vida Jovem; Desafio Jovem e Associação Sul Catarinense de Familiares e Amigos dos Portadores de Distrofias Musculares Progressivas.

Pontos de coleta
Entidades parceiras
Supermercados Giassi, Althoff, Manentti, MM Rosso, Bistek, PM, Bombeiros e Exército
Unisul Unidade de Içara

Cartaz da campanha

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Os desafios da convergência das mídias

Em meio às novas tecnologias os jornais impressos ganham cada vez mais concorrentes digitais. Quando uma empresa de comunicação não alia a internet em seu portfólio de divulgação ele perde muito além possibilitar maior influência da concorrência.

Esteve presente no 3º Plus – Festival Universitário de Comunicação, na última sexta-feira 11/11 o diretor-executivo do grupo Corrêa Neves de Comunicação (GCN), Corrêa Neves Júnior, que discursou um exemplo real de convergência, Neves apontou o exemplo que o grupo a qual preside precisou adotar para então unir as formas de divulgação dos conteúdos produzidos.

O grupo até então era proprietário do Jornal Comércio da Franca, em São Paulo, quando em 2005 passarão a dirigir a Rádio Difusora 1.030 KHZ, e foi ai que os desafios, e as novas modalidades de apuração começaram a ser pensadas. “Quando o prefeito de Franca iria dar uma entrevista, mandávamos o repórter do jornal e o repórter da rádio, duas pessoas cobrirem um mesmo fato, para o mesmo grupo”, acrescenta Neves.

Então, foi querendo resolver essa situação que o grupo implantou uma convergência geral entre a rádio e o jornal, os mesmos profissionais produzem conteúdos para as diversas plataformas do grupo, que mais tarde implantou o seu portal de notícias. “Nossos profissionais precisam estar preparados para essa convergência, eles produzem matéria para o jornal, dão fleches na rádio, incluem material no portal, tudo isso da sua mesa, sem precisar se deslocar”, explica o jornalista.

Baseado em uma ideia que um norte americano implantou no estado do Kansas nos Estados Unidos, decidiu adotá-la aqui no Brasil em seus veículos. Para isso foram necessárias muitas mudanças, tanto de profissionais como na estrutura do grupo, a redação é totalmente adaptada, para que na mesma mesa que o profissional utiliza para digitar sua matéria, ele possa fazer um flash na rádio, editar um áudio para o portal, enfim, as dificuldades foram muitas, mas Neves acredita que conseguiu convergir seus veículos, e desafiou seus profissionais que hoje são comunicadores convergentes.

O Grupo Corrêa Neves fica Localizado na cidade de Franca no Estado de São Paulo, conta com uma equipe de aproximadamente 300 colaboradores. Possui um jornal diário que está presente em 30 cidades da região, uma emissora de rádio AM que pode ser captada em mais de 40 municípios, cinco títulos diferenciais de revistas e um portal de internet.


Corrêa Neves Júnior, ao entregar prêmio a vencedora da categoria Reportagem Impressa Mayra Lima do sexto semestre.

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Professora de Jornalismo da Unisul Tubarão cursa doutorado em Madrid

A professora da disciplina de TV Digital do Curso de Jornalismo da Unisul/Tubarão, e também repórter do Diário Catarinense, Alessandra Ogeda, esteve em Madrid na Espanha para trabalhar com seu professor Francisco Bernete em sua primeira versão da tese de doutorado que conta com quase 300 páginas, a previsão é que sua tese final seja apresentada para a banca de professores e doutores em 2013.

Ainda na faculdade Alessandra pesquisava sobre a possibilidade de fazer uma pós-graduação fora do país, no início analisou duas escolas bem diferentes: uma nos Estados Unidos e outra na Espanha. Razões críticas jornalísticas e pessoais fizeram Alessandra escolher a Espanha. “A tradição do jornalismo na Espanha segue uma linha muito mais crítica e de foco em histórias do que a dos Estados Unidos, tradicionalmente mais objetivo. Também influenciou na minha escolha o meu desejo de morar um tempo no país dos meus antepassados, para conhecer de perto minhas origens um pouco mais remotas - meus avós paternos nasceram na Espanha”, acrescenta Alessandra.

Alessandra pesquisou universidades na Espanha que se destacassem por suas linhas de investigação científica na área de comunicação. A Universidad Complutense de Madrid, originada em 1293 foi a escolhida. Após oito anos atuando como jornalista, Alessandra interrompeu sua carreira e viajou para Madrid em 2005. Como não tinha habilidade com o idioma espanhol, a jornalista foi com um ano de antecedência para se aprimorar no idioma e conhecer a cidade. No final de 2006, fez a inscrição para o curso de doutorado “Comunicação, Mudanças Sociais e Desenvolvimento”, onde cursou sete disciplinas durante um ano.



As transformações nas novas formas de comunicação criadas pelas tecnologias, sempre interessaram Alessandra, mas foram os estudos que fizeram despertar maior interesse. “A vontade de pesquisar sobre a comunicação através das novas plataformas ficou ainda mais forte quando comecei a fazer o doutorado e tive algumas aulas que trataram sobre este assunto”, descreve a jornalista.

A última fase do doutorado é a elaboração da tese, mas antes dessa etapa Alessandra teve que preparar um projeto para conseguir o “diploma de estudos avançados” (DEA), que é pré-requisito para a conclusão do curso. Após essa etapa Alessandra começou em 2008 seu projeto de investigação que aborda a comunicação através dos blogs. “Minha tese tem foco especial na manifestação de elementos de identidade por parte dos autores das páginas pessoais, assim como a interação com outros blogueiros e a formação de uma rede de relações através desta forma de comunicação”, acrescenta Alessandra.

Em 2010 Alessandra voltou a trabalhar como jornalista no Diário Catarinense. Em agosto deste ano a jornalista teve sua primeira experiência como professora, ministrando a disciplina de TV Digital para o sexto semestre de jornalismo da Unisul de Tubarão. Alessandra pretende seguir com seus estudos e continuar dentro das possibilidades dando aulas. “O desafio será equilibrar o meu tempo com a conclusão da tese do doutorado, o trabalho como jornalista no maior jornal diário de Santa Catarina e esta vontade de seguir repassando algo do que eu aprendi para jovens que estão em fase de formação”, narra Alessandra.

Aos profissionais que se formaram e pararam de estudar, Alessandra os aconselha a continuarem, “eu não penso em parar de estudar nunca. Acho fundamental, não apenas para ampliar o nosso campo de visão e a leitura que fazemos da realidade, mas também para nos tornarmos profissionais melhores”, analisa a jornalista. Alessandra ainda aconselha jornalistas a se especializarem, ou seguirem com cursos de pós-graduação, como foi seu caso. A Jornalista aconselha aos interessando a estudarem fora do país, “além de aprender um outro idioma em sua plenitude e de conhecer de perto outros costumes e culturas”, aconselha Alessandra, incluindo que viver em um país diferente além de ser sacrificante é um desafio e nos faz ter uma visão mais distanciada do próprio Brasil.




1ª Foto: Em frente a Universidad Complutense de Madrid
2ª Foto: Alessandra em frente ao Templo Bebod

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